População tem papel importante na prevenção das arboviroses, devendo sempre manter os criadouros livres de água

O município de Santa Luzia apresenta um risco médio para o desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti. Esse dado foi obtido na primeira etapa do Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti, o LIRAa, realizado no mês de janeiro. Desde o ano passado, a equipe do Departamento de Controle de Zoonoses tem se dedicado ao planejamento e preparativos para execução das atividades. Este método consiste em identificar quantos e quais os principais criadouros do mosquito em imóveis e terrenos baldios selecionados no município.
O objetivo do levantamento é gerar informações a respeito dos fatores que favorecem a proliferação do mosquito, direcionando de maneira mais rápida e eficaz as ações de controle, para os locais que necessitem de maior assistência. Os resultados gerados no campo são compilados e, após uma série de cálculos, é obtida uma porcentagem avaliada de acordo com parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde. O valor obtido durante este primeiro levantamento do ano foi de 2,5, que significa risco médio para proliferação do Aedes aegypti.
Além disso, os recipientes onde mais se encontraram larvas foram: tambores, manilhas, caixas d’água ao nível do solo, bebedouros de animais, lixo (latas, sacos plásticos, garrafas pet, entre outros) e pneus. Por isso, é muito importante que a população do município verifique diariamente todo e qualquer recipiente capaz de armazenar água e descartar essa água, com o objetivo de evitar o crescimento de larvas e, consequentemente, o aparecimento das doenças dengue, zika e chikungunya.
Os bairros onde foram observados os maiores números de larvas positivas foram: São Benedito, Palmital, Três Corações, Bom Destino, São Geraldo, Nova Conquista, Cristina, Baronesa, Asteca, Duquesa e Frimisa.