
A Upa São Benedito promoveu, na última quinta-feira (22), mais uma etapa da capacitação sobre a Sepse, também conhecida como “infecção generalizada” ou “intoxicação do sangue”. A doença é uma condição potencialmente grave e fatal, causada por uma resposta desregulada do organismo a uma infecção. Ela ocorre quando o sistema imunológico do corpo entra em sobrecarga e começa a atacar os órgãos e tecidos, em vez de combater efetivamente a infecção.
O treinamento teve como objetivo orientar os funcionários do pronto atendimento sobre os protocolos que devem ser seguidos para que pacientes com sintomas da doença sejam diagnosticados o mais breve possível, iniciando o tratamento médico na Unidade de Saúde de forma ágil, a fim de evitar os riscos de morte. A Sepse pode se desenvolver a partir de qualquer tipo de infecção, como infecções respiratórias, urinárias, de pele ou até mesmo infecções intra-abdominais. Se não for reconhecida e tratada precocemente, pode levar a complicações graves, como insuficiência orgânica, choque séptico e morte em curto período.

O projeto de capacitação em relação aos protocolos da Sepse está sendo desenvolvido pela Upa São Benedito em parceria com o Hospital Sírio-Libanês e será dividido em quatro fases. O conteúdo ministrado abrange desde o atendimento na entrada do paciente na instituição de saúde, com foco na identificação de possíveis casos da doença, tendo como foco evitar a evolução para quadros mais graves.
Segundo Maya Mavy Molina, coordenadora da Clínica Médica da Unidade e líder do Projeto Sepse nas Upas, a implantação do projeto na unidade se justifica pela necessidade de se obter o diagnóstico precoce da doença, evitando o óbito do paciente. “A Sepse é uma doença com altos índices de mortalidade em todo o país. Precisamos capacitar os profissionais, melhorar a gestão na unidade e atender o paciente o mais rápido possível”, explicou.
